Estavam ali os dois e não tinha muito tempo, mas ficou longe. Não parecia mais possível.
Um short verde, corpo molhado da piscina, uma lata de cerveja na mão e ela na outra. O cabelo dela era maior e mais escuro, o sorriso era mais ingênuo, o coração era mais feliz. Ele também tinha um sorriso leve, estava gargalhando na foto. Não era muito freqüente e quando se dava essa chance era encantador.
Se deram muitas chances. Acabou. O vício dela em leite, o boa noite por telefone, a certeza de que ele chegaria antes da hora marcada, tudo agora só existia nas lembranças de cada um, nas mágoas, frustrações e incompreensões mútuas. Tudo aconteceu, só não tem mais, e tudo fez com que ela chegasse até aqui.
Era a primeira vez que não jogaria as coisas fora. Deu um suspiro, guardou o isqueiro, fechou a caixa e colocou no alto do armário junto com as apostilas dos cursos que nunca leria de novo. O que realmente importava ela aprendeu nas aulas, o resto é só papel.
You're packing a suitcase for a place
None of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly for freedom
Stay safe tonight
compartilho tanto, mas taaanto de suas idéias.
ResponderExcluiradoro passar por aqui.
é, eu nunca comento. aliás, só mesmo o "Tribuneiros" com as discussões online pra ter tantos comentários...
o papel fundamental disso aqui pra mim é poder encontrar outros mundos e por mais que eu não faça remota idéia de quem o escreva... me sinto menos sozinha.
continua, pra sempre?
rs.
brigada.
compartilho.
lindo....
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